Como Minha Irmã

Jo Eun-bi, de Gwangju, Coreia

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Por ser a caçula em casa, quase nunca fiz trabalhos difíceis ou pesados. Até mesmo nos aniversários dos meus pais, era sempre minha irmã mais velha quem tomava a iniciativa de preparar a mesa de aniversário e os presentes, então eu não precisava me preocupar com nada em especial. Por isso, desta vez também não preparei nada para o aniversário que se aproximava da minha mãe. Então, de repente, lembrei-me de que minha irmã havia ido para o exterior e não estava em casa. Quando minha mãe comentou de forma casual: “Queria comer a sopa de algas que minha filha preparou”, fiquei preocupada se conseguiria cozinhar sopa de algas sozinha, mas mesmo assim decidi tentar.

Em breve farei vinte anos, mas, na verdade, a única coisa que sei cozinhar é, no máximo, miojo. Para alguém como eu, cozinhar sopa de algas era uma missão de alto nível. Procurei receitas na internet e estudei dia e noite, mas a preocupação só aumentava: “Será que vou conseguir fazer direito?”. Antes que eu percebesse, o aniversário da minha mãe já havia chegado. Quando me deitei para dormir tarde da noite, recebi uma ligação. Era minha irmã.

“Alô?”

“Você sabe fazer a sopa de algas?”

Ela perguntou isso de repente. Pelo jeito, minha irmã também estava preocupada se eu conseguiria preparar bem a mesa de aniversário da nossa mãe. Para mim, que não sabia nem o “so” de sopa de algas, ela explicou detalhadamente como cozinhá-la por mais de uma hora. E só desligou depois de confirmar várias vezes se eu tinha entendido bem a receita.

Na manhã seguinte, determinada a fazer também a parte da minha irmã, comecei a cozinhar a sopa de algas. Não foi fácil, pois era a primeira vez que eu cozinhava algo assim, mas lembrando das instruções que minha irmã havia me dado e depois de lutar por duas horas, finalmente consegui completar a sopa de algas com atum. Minha mãe, deixando de lado os pontos desajeitados e insuficientes, elogiou dizendo que estava muito gostosa, pois continha o amor de suas filhas.

Passei o dia com um sentimento de orgulho por ter preparado com minhas próprias mãos a mesa de aniversário da minha mãe. Quando estava prestes a dormir, recebi uma mensagem de texto da minha irmã.

“A sopa de algas ficou boa?”

Com um sorriso satisfeito, respondi à minha irmã com a boa notícia de que, felizmente, tinha conseguido cozinhar bem. Ao ver minha irmã, que mesmo estando em outro país não se esquecia do aniversário dos nossos pais e cuidava disso, pude sentir o coração dela voltado para eles. Mais uma vez, senti como ela é incrível e, ao mesmo tempo, pensei: “Ainda me falta muito”. Onde quer que eu esteja, eu também devo ter sempre um coração que cuide dos meus pais, assim como minha irmã.

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